O dia 15 de outubro é destinado à lembrança dos professores. Eu estava vendo televisão, à noite, esperando ver se algo seria comentado. Quão grande foi minha decepção!
No jornal regional, uma notícia de uma professora que havia chamado a polícia para uma criança. No jornal Nacional, uma notinha no final do noticiário de uma senhora de 90 anos que está aprendendo a ler e sua professora, sem citação alguma à data comemorativa. E as autoridades? Nenhum pronunciamento.
Fiquei indignada.Primeiramente, por ser professora. E também por que a educação sempre foi muito importante para mim.
É revoltante o descaso que se tem com a educação. Para criticar não falta quem se habilite. Mas, quem está disposto a ajudar efetivamente? Quem reconhece um trabalho bem feito? Se os alunos se empolgam, se interessam, aprendem, não fizemos mais que nossa obrigação. Mas basta um pequeno deslize ( nota: deslize, não erro), não falta pedras para serem atiradas. Temos que ser professores dentro e fora de sala. Impecáveis, sempre.
Onde podemos encontrar uma motivação para continuar na profissão? No salário que há tempo é motivo de piada nacional? Nas condições de ensino? Nos alunos conscientes da importância do estudo, responsáveis e comprometidos?
O trabalho se torna ainda mais difícil quando chegam até nós alunos cujos pais delegam toda a função de instruir os filhos, não apenas cultural, mas etnica e socialmente também.
Realmente, o magistério é mais que uma profissão. É vocação, missão, calvário.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
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