Fiquei para tia, aos 13 anos, quando nasceu minha sobrinha. Desde então, assumi um lado tia que sempre me acompanha. A pequena e única sobrinha relutou muito em me chamar de tia, só assumiu o tratamento e seu posto de parentesco, após o nascimento da priminha que me elegeu como sua "tiá".
No início, sempre que alguém me chamava de tia, eu ficava super emocionada. Mas, sendo professora, acabei me acostumando com os pequenos me chamando de tia e ganhei vários "sobrinhos" postiços, digamos assim.
Mas, não é só título que me acompanha. Acredito ter o que podemos chamar de espírito de tia. Gosto muito de estar perto das crianças, recebendo e ofertando carinho, brincando com elas. Sou a babá-mor da família.
Engraçado foi o que aconteceu nesses dias. Estava, em minha cidade natal, numa festa junina. Resolvi levar uma priminha (aliás, filha de um primo) para brincar no pula-pula. Nem bem cheguei, um menininho pediu que eu arrumasse a calça dele, pois não estava conseguindo sozinho. Nem sei quem é o menino, mas, lá fui eu: ajoelhada no chão, arrumando a roupa do pequeno.
Esperando, na fila, a vez da minha pequena prima, uma menininha, que também não sei quem é, encostou-se em mim.
Emociona-me esse entrosamento, esse reconhecimento por parte dos pequenos. Reforça minha identidade de professora e me dá grandes momentos de alegria.
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